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Passaporte e eleições: entenda como a pendência eleitoral pode travar sua viagem

Passaporte e eleições: entenda como a pendência eleitoral pode travar sua viagem

Planejar uma viagem internacional exige atenção a diversos documentos, mas um detalhe frequentemente esquecido pelos brasileiros é a situação junto à Justiça Eleitoral. A emissão ou renovação do passaporte pela Polícia Federal está diretamente vinculada à regularidade do cidadão nas urnas. Caso o eleitor possua ausências não justificadas ou multas pendentes, o processo de obtenção do documento de viagem pode ser interrompido até que a situação seja sanada.

É importante ressaltar que a ausência em um pleito não gera bloqueio imediato, desde que o eleitor siga os trâmites legais. Cada turno eleitoral é tratado como uma eleição distinta, exigindo justificativas individuais. Para o primeiro turno, o prazo limite para regularização é 3 de dezembro de 2026, enquanto para o segundo turno, a data final é 8 de janeiro de 2027. A consulta pode ser feita diretamente no portal do Tribunal Superior Eleitoral.

Regularização eleitoral e emissão do passaporte

A Polícia Federal realiza a verificação automática dos dados do solicitante na base de dados do TSE no momento do pedido. Se for detectada qualquer irregularidade, o passaporte não é emitido. Para evitar contratempos, o cidadão deve utilizar o aplicativo e-Título ou o sistema Autoatendimento Eleitoral – Título Net para verificar se possui débitos pendentes.

Caso a ausência não seja justificada ou a justificativa seja recusada, o eleitor deve quitar a multa eleitoral, que possui valor de até R$ 3,51 por ausência. O pagamento pode ser efetuado via Pix ou cartão de crédito. Após a quitação, é fundamental emitir a Certidão de Quitação Eleitoral, que serve como comprovante de que o cidadão está apto a solicitar o documento de viagem.

Consequências do cancelamento do título

O cancelamento do título eleitoral ocorre apenas após três ausências consecutivas sem a devida justificativa ou pagamento de multas. Além de impedir a emissão do passaporte, essa irregularidade bloqueia o acesso a diversos serviços públicos, como a matrícula em instituições de ensino oficiais e a posse em cargos públicos. É essencial distinguir que estar com o título regular não significa, necessariamente, estar quite com as obrigações financeiras eleitorais.

Exceções e dispensa de comprovação

Nem todos os cidadãos precisam apresentar a regularidade eleitoral para obter o passaporte. A legislação brasileira dispensa dessa exigência os cidadãos que, na data da última eleição, possuíam mais de 70 anos de idade. Da mesma forma, pessoas não alfabetizadas estão isentas, desde que apresentem a documentação comprobatória dessa condição no momento do atendimento na unidade da Polícia Federal.

Fonte: viagemeturismo.abril.com.br

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